Apresentação da proposta de uma Educação Ambiental Crítica

Um marco para a história da Educação Ambiental (EA) sem dúvida nenhuma foi a Conferência Intergovernamental de Educação Ambiental de Tbilisi, pois, foi a responsável por definir um conceito a respeito do que vem a ser EA. Estas definições foram apresentadas em sete pontos que se relacionam ao que a Educação Ambiental deve vir a ser: (1) um processo dinâmico e  integrativo, (2) transformadora, (3) participativa, (4) abrangente, (5) globalizadora, (6) permanente e (7) contextualizadora.

Isso torna a EA um processo de tomada de consciência e de críticas reflexivas para que a prática da mesma, seja sobretudo transformadora e integrativa, desenvolvida em longo prazo e ininterruptamente, com o objetivo de sensibilizar e transformar as pessoas participantes desse processo em cidadãos capazes de mudar posturas individuais, tornando-os multiplicadores das ideias lançadas no decorrer de toda a prática da EA.

Logo a EA deve ser estendida a comunidade e não tão somente ficar presa dentro dos muros escolares e não se limitar a iniciativas pontuais e pré-fabricadas, muito observadas nos projetos propostos nas escolas, como por exemplo, a coleta seletiva de lixo e ao plantio de mudas de árvores. Essas práticas pré-fabricadas, descontextualizadas da realidade socioambiental da comunidade em questão e aliadas a indivíduos incapazes de entender criticamente todas as dimensões dos problemas socioambientais e de tomar decisões de agir coletivamente e não individualmente são fadadas ao fracasso, pois se encaixa num perfil de uma EA que reproduz o modelo dominante, modelo este que contradiz os ideias de sustentabilidade tão almejados.

Esse primeiro post, vem dar as boas vindas a colocação de ideais sobre uma Educação Ambiental Crítica, que acredito eu, ser a verdadeira forma de transformar as pessoas em cidadãos críticos e conscientes, a partir de reflexões individuais de como os rumos trilhados pela nossa espécie no desenvolvimento da sociedade. E de como esse desenvolvimento levou a uma degradação socioambiental, que ainda temos tempo, não de reverter completamente, mas com certeza tomar um rumo menos obscuro, se assim exercitarmos o nosso racional epíteto específico sapiens da nossa espécie Homo sapiens sapiens.
.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s