Sobre a valorização do magistério

Penso que a melhora na qualidade da educação pode acontecer a partir da valorização do magistério, associada a uma política de valorização global que considere: (1) a formação inicial do professor; (2) a melhora nas condições de trabalho; (3) a valorização salarial e da carreira; (4) e a implementação da formação continuada.

Fica claro que mudanças, pautadas em análises simplistas, que propõem a melhora na educação brasileira, longe da valorização do magistério ou pautadas somente em apenas uma dessas premissas, estão fadadas ao fracasso.

Sala de aula de um colégio estadual no Rio de Janeiro e sua condição de trabalho insatisfatória.

A melhora da educação não se fará, como acreditam muitos, apenas com a modernização tecnológica das escolas ou adoção de novos currículos. Um exemplo disso, não distante da nossa realidade como professores, é a implementação de “reformas” em nome da qualidade do ensino, que quase sempre se resumem a compra de equipamentos e reformas curriculares, como se apenas isso fosse capaz de resolver o problema.

Segundo OLIVEIRA (2009) em seu artigo “A formação de professores e a valorização do magistério após a reforma educacional: para onde apontam as pesquisas sobre o tema?”, as reformas educacionais implementadas pelas políticas públicas no Brasil, não consideram as reflexões e pesquisas realizadas dentro das Universidades, ficando a cargo de empresas privadas e ONGs, quem possuem um viés econômico, ligados aos interesses do Banco Mundial.

Percebemos, que as decisões governamentais, ou seja, as decisões que partem de “cima para baixo” quase nunca elegem como importante para a melhorar a educação, a melhora nas condições de trabalho em geral insatisfatórias, a ausência de uma política de valorização social e econômica dos profissionais da educação, além de historicamente ignorarem os baixos salários dos professores na educação básica.

Referência:

OLIVEIRA, Francisca de Fátima Araújo. A formação de professores e a valorização do magistério após a reforma educacional: para onde apontam as pesquisas sobre o tema? IX Congresso Nacional de Psicologia Escolar e Educacional – ABRAPEE. P.1-12. 6 a 8 de julho de 2009. São Paulo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s