Podemos esperar mudanças de rumo a partir da Rio+20?

Apenas 11,5% dos brasileiros sabem o que é a Rio+20

Apenas 11,5% dos brasileiros sabem o que é a Rio+20, diz a pesquisa feita pelo Instituto Vitae Civilis, para avaliar se a população tem conhecimento e interesse sobre o evento da Organização das Nações Unidas (ONU). A Rio+20, que tem como tema a “Economia Verde”, acontecerá na cidade do Rio de Janeiro ano que vem, 20 anos após a realização da Conferência Rio-92, e receberá representantes de quase 200 países.

O desconhecimento é  preocupante, e por isso estarei de alguma maneira contribuindo aqui no blog, juntamente com alguns dos Blogueiros Ambientais para por em evidencia a ConferÊncia Rio+20, a partir de debates e blogagens coletivas.

O próximo passo após, informarmos as pessoas da existência da Rio+20, é exercitar uma leitura crítica da mesma. Li no twitter do Leonardo Boff (@LeonardoBoff ) um comentário interessante:

“O stablishment mundial não quer mudar o rumo. Na Rio+20 ao invés de discutir a sustentabilidade da Terra e da vida prefere o tema economia verde. “Economia verde” é auto-ilusão porque não muda a relação de exploração da Terra. O processo todo é pouco verde, está cheio de toxinas danosas.” Leonardo Boff  (via twitter)

Provavelmente possuo e estou construindo uma visão mais radical que a de Boff…  Tanto em relação as questões referentes ao uso da natureza pelo ser humano, quanto em relação a conferências ambientais, mas isso é uma outra história. Mas temos que concordar com sua crítica principal: o Sistema (stablishment mundial), não quer de fato mudar o rumo.

Mas proponho outra direção de pensamento, pois se assim aceitarmos passivamente, ficaremos a mercê do que sempre estivemos… O que fazer diante dessas relações sociais, muito maiores e mais poderosas que nós que no fundo no fundo não querem mudar o status quo do sistema?

Economia verde, sustentabilidade, coleta seletiva, reciclagem, educação ambiental (ham? Até a educação ambiental?) somente reproduzem o stablishment  mundial. Mas diante dessa constatação, fazer o que ou nada fazer? Prefiro ousar a me questionar pautada na primeira pergunta, nada fazer seria como foi colocado acima, apenas mais uma vez aceitarmos passivamente o que nós é imposto, no mínimo prefiro diante da inevitabilidade causar um pouco de dificuldade.

Como a minha área de atuação é a educação, sabemos que ela pode servir ao sistema para reproduzir uma ideologia dominantemente hegemônica, logo, encontra-se vinculada a interesses que determinam a sua própria formação social. Quanto assumimos acriticamente o papel de professores o que nós fazemos é apenas reproduzir o stablishment.

O que a Educação ambiental crítica tem a nos oferecer? Que comecemos a descortinar essas verdades ao invés de reproduzi-las, que façamos contrário do esperado, resistir e se opor a essa reprodução, pois o campo da educação não é feito apenas de imposição e domínio, mas também de resistência e oposição.

 

 

 

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