O lugar em que estamos: transformar‐se transformando

Recebi um e-mail de um leitor, o Leandro Chamma, com algumas questões muito interessantes que me levou a escrever uma resposta, e que serviu de base para uma auto-reflexão sobre o próprio blog Educação Ambiental Crítica, e achei bacana coletivizar essa resposta-reflexão, pois é o lugar em que estamos atualmente no processo de construção do blog e das idéias aqui propostas. Apenas lembrando que nesse mês de Abril (dia 24) o blog completa 3 anos e achei oportuna essa reflexão.

 Quanto às críticas, antes de tudo agradeço a todos que se dispõe a compartilhá-las comigo, pois, é a partir de outros pontos de vistas que podemos refletir sobre nosso trabalho.

Bem em relação a Teoria Crítica (referencial que utilizamos no blog e em nossa vida acadêmica), acho que o seu papel além de colocar os fatos, evidenciando o funcionamento da lógica socioeconômica, é também de realizar a contraposição ao que é dominante. No caso da educação ambiental crítica, além de desvelar os impactos que o modo de produção do sistema do capital ocasiona ao meio socioambiental, essa vertente tem como objetivo apontar as fragilidades do fazer educação ambiental de modo reprodutivista e sem perspectiva de reconstruir um novo paradigma socioambiental. O leitor questiona em como realizar essa transformação, eu entendo que uma maneira de transformar essa realidade é através dessas reflexões-ações que são elaboradas quando se adota a perspectiva crítica no pensar e no agir.

O lugar em que estamos

A ideia do blog surgiu de uma necessidade que tive de falar sobre a educação ambiental crítica, algumas coisas que eu escrevo no blog são reflexões de uma mente também em construção (a minha no caso), algumas visões atualmente até discordo e já deixei para trás, mas como não pretendo modificar nada que coloquei aqui, talvez alguma coisa que escrevi no passado soe meio contraditório com o que eu escrevo hoje em dia… Sou mestranda e minha pesquisa é nessa área, e esses diálogos que proponho comigo mesma, com meus alunos e com os leitores do blog são na maioria das vezes colocados aqui, como ponto de partida para reflexões dos próprios leitores, não pretendo em nenhum momento aprisionar minhas verdades nos textos que eu elaboro.

O leitor coloca que o blog poderia falar de muitos outros temas, e de fato existe muito a ser desenvolvido no EA Crítica, talvez a falta de tempo de escrever ou o mais importante a falta de tempo de realizar de antemão uma reflexão para escrever, seja a desculpa mais plausível para eu ainda não ter feito, mas concordo existe muito que produzir ainda aqui nesse espaço.

O leitor me pergunta também o que é estar emancipado, e uma vez emancipado, o que fazer?  Bem, um dos objetivos da educação ambiental critica é ser transformadora e emancipatória, dentro da minha visão de mundo isso é positivo, é disso que precisamos. Talvez o melhor posicionamento que um emancipado deve possuir, eu encontrei em uma reflexão que li em alguns artigos que tenho estudado, pois aquele que torna-se capaz de entender que os problemas socioambientais são inerentes a própria ordem social, e não basta apenas um aperfeiçoamento do mundo para que esse sejam resolvidos, mas que o própria ordem do mundo seja reinventada, através de um processo de construção coletiva… Logo um emancipado age na medida de “transformar‐se transformando” (Quintas, 2013).

Referência Bibliográfica:

José Silva Quintas. Educação Ambiental no Contexto da crise, 2013

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Uma opinião sobre “O lugar em que estamos: transformar‐se transformando

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