AMAZÔNIA PÚBLICA – TAPAJÓS


Em torno de um dos mais belos rios da Amazônia, o Tapajós, no oeste do Pará, a movimentação do governo federal para construir pelo menos duas usinas hidrelétricas nos próximos anos já começa a impulsionar a mineração, ameaçando um mosaico de áreas protegidas.

Entre os meses de julho e outubro, três equipes de repórteres da Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo percorreram três regiões amazônicas: no pólo de mineração em Marabá (PA); na bacia do Rio Tapajós; e em Continuar lendo

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AMAZÔNIA PÚBLICA – MADEIRA


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Nesta segunda série de reportagens a equipe de reportagem da Pública foi ouvir os moradores do entorno das hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio. Em Porto Velho, ouviu histórias sobre ondas que estão engolindo casas e grandes mortandades de peixes, enquanto pescadores passam necessidade depois de perder seu sustento.

Entre os meses de julho e outubro, três equipes de repórteres da Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo percorreram três regiões amazônicas: no pólo de mineração em Marabá (PA); na bacia do Rio Tapajós; e em
Porto Velho e as hidrelétricas do rio Madeira. Continuar lendo

AMAZÔNIA PÚBLICA – CARAJÁS


Uma série de reportagens sobre como os grandes empreendimentos  estão mudando a cara da região e a vida de seus habitantes

Entre os meses de julho e outubro, três equipes de repórteres da Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo percorreram três regiões amazônicas: no pólo de mineração em Marabá (PA); na bacia do Rio Tapajós; e em Porto Velho e as hidrelétricas do rio Madeira. Todas as reportagens buscam explorar a complexidade dos investimentos atuais na Amazônia, Continuar lendo

Por qual educação ambiental?


Essa parece ser a pergunta que tem norteado meu pensamento em relação a minha prática em educação ambiental. Mais que isso, tem sido objeto de divulgação aqui no blog e objeto de pesquisa do meu mestrado. Afinal, por qual educação ambiental?

  • Uma educação ambiental cuja proposta é a apenas a aquisição de princípios ecológicos gerais, que desejavelmente levem a mudanças comportamentais?

ou Continuar lendo

Sobre o dia mundial sem carro


Gostaria de ter escrito esse post ontem 22 de Setembro,  mas estava deveras ocupada para tal, vale lembrar que a motivação era poder realizar uma análise sobre a campanha do “Dia mundial sem carro”. Talvez eu seja uma das poucas pessoas que não vai apoiar integralmente a campanha a favor do “dia mundial sem carro”, mas para isso eu tenho argumentos e pretendo compartilhar com vocês, no final fique a vontade, para concordar ou não concordar. A ideia original do post é ser provocativa mesmo. Continuar lendo

O conceito de meio ambiente: entre signos e representações sociais


No próximo dia 5 de Junho, será o Dia Mundial do Meio Ambiente e pretendo iniciar algumas reflexões sobre este conceito, colocando em pauta, a seguinte questão: O que para nós representa o conceito de meio ambiente? Especialmente eu por estar estudando, semiótica, tenho despertado o interesse em mim, por análises mais profunda de quais são os signos que para nós, especificamente representam o conceito de meio ambiente.

No entanto, antes de ir ao conceito de meio ambiente, vamos definir o que é semiótica, que nada é que o estudo dos signos e das ações dos signos. Os signos seriam “algo no lugar de algo”, ou seja, os signos podem ser qualquer coisa que facilitem e/ou permitam a compreensão do que é objeto (ou conceito) pelo sujeito. Assim os signos só existem, para levar o significado do objeto (ou conceito) ao sujeito, num processo que se denomina semiose, ou seja, a ação do signo sobre o sujeito.

Assim ao refletirmos sobre o conceito de meio ambiente, utilizando algumas noções referentes ao conceito de representação social, principalmente as contidas em REIGOTA (1995), quando ele se apropriando das definições de MOSCOVICI, propõe as representações sociais como sendo um conjunto de princípios construídos na interação entre os grupos sociais.

O sentido de uma representação social, é que ela por sua natureza construída, dentro das relações sociais, portanto cultural, esta irá ser carregada de vários signos, pois, toda representação é um signo, e estes signos irão variar de acordo o grupo o qual estamos inseridos.

Pode a cidade ser considerada meio ambiente?

Quais serão os diferentes signos que participam da formação do conceito de meio ambiente? Talvez sejam muitos, mas com toda certeza as diferentes visões sobre o meio ambiente, se relacionam às imagens mentais de grupos de pessoas a respeito deste conceito. No entanto, nem todos os signos que tentam construir o conceito de “meio ambiente” serão suficientes para o representar em sua totalidade, pois, uma característica da própria representação é sua incompletude, ao tentar representar o objeto, no caso o conceito de meio ambiente.

Esse conceito é deverás polissêmico, e não consensual, carregado de um conjunto simbólico enorme, por exemplo, muitas pessoas relacionarem o conceito de “meio ambiente”, a ecossistemas naturais (sem a presença humana), e isto se relaciona diretamente ao “mito moderno da natureza intocada” de DIEGUES (2004). Essa representação comum de meio ambiente é ao mesmo tempo simbólica quando pensamos em meio ambiente como sendo ambientes florestados (florestas tropicais) e icônica, quando inevitavelmente nos remetemos a cor verde, no que se refere a cor das florestas…

Mas será que o conceito de meio ambiente é composto apenas por florestas ou ecossistemas intocados? A resposta não virá neste post, pois a intenção é mesmo provocar questionamentos e não apenas responder a questão. Pense em quantos e quais, signos participam da formação do conceito de meio ambiente para você? Com toda certeza não serão os mesmos que os meus, mas, certamente poderemos observar nas respostas algumas similaridades no que podemos denominar de núcleo compartilhado de significados. Mesmo que nós nos exercitemos nessa construção coletiva, a soma de todas as representações simbólicas não darão como resultado final o objeto “meio ambiente”, mas podemos ao menos tentar.

Referências:

DIEGUES, A. C. S. O Mito moderno da natureza intocada. São Paulo, Ed. Hucitec, 2004. 382 p.

REIGOTA, M. Meio ambiente e representação social. São Paulo: Cortez, 1995.

O caso da Região Serrana no Rio de Janeiro


Observo com ar de tristeza a tragédia recentemente ocorrida na Região Serrana do Rio de Janeiro. Este sentimento é inevitável, ao ver pessoas tendo suas vidas ceifadas… Eu estava passando minhas férias em Friburgo, uma das cidades mais afetadas, uma semana antes das fortes chuvas que atingiram não somente esta cidade, mas outras como: Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São João do Rio Preto. O número de vítimas fatais desde a última quarta-feira (12/01), informado pela secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, num balanço parcial do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil chegam a 591 óbitos até a tarde deste sábado (15/01). Até agora, segundo informações desta mesma secretaria a Região Serrana, tem 6050 desabrigados (pessoas que perderam as casas) e 7780 desalojados (pessoas que só poderão retornar para casa quando a situação melhorar).

Igrejiha de Santo Antônio na praça do Suspiro em Nova Friburgo, há uma semana atrás. Um dos locais afetados pelos deslizamentos.

Mas quais seriam as causa dessa tragédia, muitas das vezes anunciada, que ocorreu na Região Serrana do Rio de Janeiro? Não é novidade que esse tipo de acontecimentos tem se tornado rotineiros, quem não se lembra nos últimos dias do ano de 2009 do deslizamento de uma encosta atingiu uma pousada e mais algumas casas na Ilha Grande, em Angra dos Reis? Neste mesmo município dezenas de pessoas morreram em outro deslizamento no Morro da Carioca.

O deslizamento em áreas de encosta é um fenômeno natural provocado pelo escorregamento de materiais sólidos, como solos, rochas, vegetação ao longo de um terreno inclinado. As enchentes e alagamentos pode ser explicados pela tendência da água da chuva, de escoar para a parte baixa onde se localizam os rios. Esses são fenômenos próprios de uma dinâmica natural de um ambiente montanhoso, mas se tornam graves uma vez que haja construções e pessoas morando nestas áreas sujeitas a deslizamentos de encostas e áreas onde existem rios que tem sua própria dinâmica de mudança de curso e cheias.

O crescimento desordenado das cidades levou a ocupação destas áreas de risco, muitas das vezes negligenciados Governos, que testemunharam a expansão do crescimento urbano e não fizeram nada, possivelmente com medo de serem intransigentes ou de perderem votos. Essa omissão do poder público é histórica e somente vem a tona com acontecimentos como este de grande comoção nacional. Sem ser pessimista, e fazendo uma projeção futura, e nem preciso ser especialista para isso, é que se continuar o crescimento desordenado aliado a omissão, com certeza para os próximos anos muitos outros casos semelhantes acontecerão.

O que podemos nós, Sociedade Civil, fazer em um momento como esse? De imediato, ajudar, apenas isso e disponibilizo o link com postos de doações de alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal, para quem puder e quiser ajudar de maneira financeira contas bancárias oficiais para deposito.

A longo prazo podemos cobrar mais, estar mais atuante junto aos governos para que sejam feitos projetos de contenção de encostas, que pessoas em áreas de risco sejam removidas com dignidade para outra localidade. Falar em Educação Ambiental neste momento pode parecer até forçar a barra, mas será que a sociedade civil com maior poder de crítica e cientes de seus direitos como cidadãos estariam a mercê desses governos omissos? Particularmente acho que não… Mas isso é um debate para depois. A quem puder ajudar:

Link com pontos de doação no Rio de Janeiro e contas para depósito.